Mais um ponto positivo para o aleitamento materno. Diversos estudos científicos comprovam que não são apenas os bebês que se beneficiam da amamentação, mas as mães também. Por isso, é fundamental orientar as gestantes e mães de bebês recém-nascidos que o aleitamento materno é fonte de saúde para elas também e auxilia na prevenção do câncer de mama.

Além das campanhas sobre o câncer de mama, realizadas pelo Ministério da Saúde, o alerta vem também da Sociedade Brasileira de Mastologia – SBM, que ressalta que “cada ano de amamentação completa diminui de 3 a 4% o risco da mulher desenvolver o câncer de mama. Mulheres que amamentam por mais de seis meses têm menos chances de desenvolver a doença devido à substituição de tecido glandular por gordura nas mamas.

A amamentação é uma proteção natural

Mesmo aquelas mulheres que desenvolvem o câncer de mama, se amamentaram por mais de um ano, têm chance de desenvolver um tipo de câncer menos agressivo, com melhor prognóstico. Essa proteção independe de idade, etnia, paridade e presença ou não de menopausa”.

Além disso, estudos atuais sobre os componentes do leite materno apontam que esse benefício não fica restrito apenas às mães. Já foi comprovado que existe também uma proteção contra o desenvolvimento do câncer de mama na idade adulta dos bebês que obtiveram boa amamentação.

De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer – o câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres, com uma estimativa de mais 1,15 milhão de novos casos a cada ano, e responsável por 411.093 mortes a cada ano.

Pré-Natal

Enfoque especial da Campanha de Prevenção do Câncer de Mama é dado ao pré-natal. Considera-se que câncer de mama associado à gravidez são aqueles diagnosticados durante a gestação ou até um ano após o parto. A patologia acomete uma em cada três mil grávidas. Em um estudo recente da SBM, constatou-se que 55% das mulheres não fazem o exame das mamas durante a gestação. “Esse acompanhamento durante o pré-natal é fundamental. O ideal é que o exame clínico seja feito uma vez por trimestre. A amamentação ofusca o diagnóstico precoce do câncer de mama. Portanto o exame das mamas na gravidez é extremamente importante”, afirma a entidade. Já o INCA esclarece que o diagnóstico precoce é fundamental para estabelecer a melhor terapêutica oncológica. Porém o percentual de mamas examinadas por médicos ou enfermeiras durante o pré-natal, como o autoexame, são muito baixos, inclusive no período pós-concepção, tanto pela resistência quanto pelo desconhecimento para este tipo de detecção.

Autoexame, mamografias, aleitamento materno são muito importantes. Contudo, além dos cuidados e dos exames periódicos, é extremamente importante a adoção de um estilo de vida saudável, com alimentação saudável e alguma atividade física, longe do cigarro e das bebidas alcoólicas.

Fonte : Pastoral da Criança

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