Com mais de 20 anos de carreira militar, com méritos ela já ascendeu ao posto de Coronel e detém as credenciais necessárias para concorrer à condição de primeira mulher General, o topo da hierarquia no Exército Brasileiro – a última das Forças Armadas, depois de Marinha e Aeronáutica, a aceitar o ingresso feminino na carreira militar.

Com posição de destaque em todos os cursos de formação, como o primeiro lugar na Escola de Saúde do Exército, que abriu caminho definitivo como oficial médica, transformou-se, em 2015, na primeira mulher Diretora de uma Organização Militar de Saúde, o Hospital de Guarnição de João Pessoa, na Paraíba, estado que lhe conferiu título de cidadania honorária.

Permaneceu no cargo por dois anos e meio e experimentou novas promoções até chegar à função de Subdiretora de Saúde Operacional do Exército, que lhe reservou importante papel no planejamento e organização da estrutura hospitalar na Base Aérea de Anápolis (GO), para recepção e quarentena dos brasileiros repatriados da China, em meio à epidemia do coronavírus.

Sua história

Depois de fazer Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital de Clínicas da UFPR, além de obter Especialização em Cardiologia Clínica, ela ingressou no Exército em 1996, como Tenente “temporária”, tendo atuado no Hospital Geral de Curitiba, como Chefe da UTI e do Serviço de Cardiologia.

No ano seguinte, fez a prova para ingressar na carreira e conquistou o primeiro lugar na Escola de Saúde do Exército, no Rio de Janeiro, passaporte para o oficialato e para galgar graduações.

Fez Especialização em Terapia Intensiva (2004-2006) na Universidade Livre de Bruxelas, sob orientação do afamado Professor Doutor Jean-Louis Vincent, obtendo depois a titulação em prova no Brasil.

Ainda no Exército, fez Medicina Esportiva e os cursos equivalentes ao mestrado na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), e ao doutorado, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), tornando-se nesta última, posteriormente, sua primeira mulher instrutora.

Sobre a possibilidade de se tornar General

Sobre a real possibilidade de se transformar na primeira mulher a alcançar o Generalato no Exército, ela explica que somente ocorreu recentemente o ingresso feminino na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), que forma os oficiais de Arma e que, normalmente, podem chegar até os postos de General.

Como são necessários aproximadamente 30 anos para um oficial chegar ao cargo de General, e como somente as médicas, entre todas as demais profissões ocupadas por mulheres na Força Terrestre, podem ocupar esses cargos do mais alto escalão, as integrantes da primeira turma de carreira, de 1997, como ela, serão as primeiras a concorrer à promoção, mas o farão de igual para igual com seus companheiros de turma, do segmento masculino.

A Marinha, que implementou muito antes a carreira militar feminina, possui a primeira mulher que chegou ao Generalato no país, a Contra-Almirante Dalva Maria Carvalho Mendes. Dalva formou-se em Medicina no Rio de Janeiro e inscreveu-se no CRM daquele estado em Março de 1980.

Fonte : CRMPR


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