A ideia e concepção do transplante tiveram início em tempos mitológicos, presente em passagens bíblicas como a de São Cosme e Damião, considerados os padroeiros do transplante ao realizar – segundo a crença católica – a primeira cirurgia deste tipo.

Sabemos hoje em dia que um procedimento como este é de alta complexidade, mas ali nascia o conceito da prática, que consiste na retirada cirúrgica de um órgão (ou tecido) de um indivíduo com subsequente implante em outro. A medicina vem avançando sensivelmente em todas as áreas, mas não foi capaz de reproduzir um órgão com suas funções integrais.

Apesar de diversos estudos com células tronco e os avanços tecnológicos, sobretudo a nanotecnologia, ainda não podemos prever o momento em que poderemos “fabricar órgãos”. Sendo assim, após muitos esforços, experiências e estudos, a prática do transplante começou a se desenvolver a partir da década de 50.

O Início

Em 23 de dezembro de 1954, no Hospital Peter Bent Brigham, em Boston, Estados Unidos, foi realizado o primeiro transplante de sucesso. A partir daí, comprovou-se cientificamente que a ideia da transplantação poderia sair do âmbito mítico e ser utilizada como “arsenal” terapêutico para tratar diversas doenças.

No Brasil, o primeiro transplante de órgão realizado aconteceu em 1964, no Rio de Janeiro, no Hospital dos Servidores do Estado. Esta atividade cresceu, evoluiu e se desenvolveu, sendo que os últimos cinco anos foram marcantes para o país, que se tornou o maior sistema público de transplante do mundo.

As Vantagens

O transplante é, de forma geral, a melhor modalidade terapêutica para as enfermidades onde se aplica, mas para algumas delas pode ser a única opção. Por conta disso, diversos países desenvolveram inúmeras estratégias para aumentar o número de procedimentos e a grande parte delas concentrou-se em obter mais doadores, sobretudo falecidos, em morte encefálica.

Seguindo a estratégia de países como EUA, Espanha e Portugal; o Brasil dobrou o número de doadores entre 2007 e 2012 e aumentou o número de transplantes; de 2.909 em 2007 para 5.820 em 2012. Apesar deste crescimento, estima-se que são realizados 40% da necessidade anual de transplantes renais e 30% dos transplantes hepáticos em todo território nacional.

A necessidade de continuar incentivando a doação de orgãos deve ser contínua, pois o tempo é curto para quem espera por um órgão ou tecido. O ato de doar um órgão é um ato de amor ao próximo e todos nós devemos pensar e refletir em como podemos ser importantes na vida de quem está esperando. Basta dizer SIM.

Fonte :Portal Saúde RJ

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