O menino de 11 anos que foi encontrado dentro de um barril amarrado em Campinas (SP) teve alta nesta quinta-feira. A informação foi confirmada pela Prefeitura da cidade, a 90 km de São Paulo. O destino dele não foi divulgado oficialmente, mas o UOL apurou que ele será levado ainda hoje para um abrigo da cidade.

Internação e recuperação

O garoto estava internado no Hospital Mário Gatti, na região central da cidade, depois de ser transferido ontem de outra unidade.

Em nota, a Prefeitura apenas informou que o garoto teve alta. A reportagem apurou que a recuperação foi mais rápida do que o esperado.

O menino apresentava quadro de desnutrição grave e pesava aproximadamente 27kg. Depois de receber doses de soro e alimentação gradativa, o estado de saúde dele evoluiu consideravelmente.

Apesar da alta, ele continuara sendo observado por equipes de nutricionistas e nutrólogos da administração.

A criança deve ser transferida nas próximas horas para um abrigo da cidade. O local não será divulgado para evitar aglomeração.

Processo de adoção

A partir de agora, cabe à Vara da Infância e Juventude determinar qual será o futuro do menino — se será entregue a algum familiar ou vá para processo de adoção.

O artigo 197-F do Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que a adoção deve durar, no máximo, 120 dias.

A incompatibilidade de perfis, entre diversos outros dados, acaba tornando o processo mais lento.

Jaqueline Gachet de Oliveira, presidente da Comissão do Direito da Criança e do Adolescente da OAB Campinas, explica que é possível que o menino seja colocado em uma família substituta.

“Este pode ser realizado por meio de uma ação de guarda, tutela ou adoção; sendo que as ações de guarda e tutela são requeridas pela chamada ‘família extensa’, ou seja, o grupo familiar, além dos parentes próximos com os quais a criança mantenha vínculo de afetividade”, conta.

Segundo Larissa Almeida Rodrigues, membro da mesma comissão, no caso da adoção, o menino deve ser incluído no rol das crianças disponíveis para serem adotadas.

“Ou seja, apenas após exaurido o processo de destituição do poder familiar e tentativas de inclusão em família extensa”, afirma.

Qualquer pessoa pode adotar, desde que seja maior de 18 anos e tenha uma diferença mínima de dezesseis anos com relação ao menor a ser adotado.

Doações

Ele também recebeu centenas de doações.

São brinquedos e roupas vindos de diversos cantos de Campinas, alguns deles até de outras cidades do Estado de São Paulo. As doações chegam pessoalmente, por Correio e até por compras feitas pela internet e enviadas diretamente para a sede do 35º Batalhão da Polícia Militar.

Tudo enviado por pessoas que se comoveram com o caso do menino encontrado dentro de um tambor no Jardim Itatiaia, em Campinas, e espontaneamente começaram a procurar os policiais para ajudar.

“Foi uma surpresa para a gente, mas houve uma consternação muito grande e começaram a enviar diretamente pra sede do batalhão as doações, além disso as pessoas começaram a perguntar como fazer para ajudar o menino.”, conta o capitão Pereira Junior, do 35ºBPMI.

Fonte: Macajuba acontece


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