A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) soltou uma nota de alerta sobre o assunto, confira abaixo:

“O Departamento Científico de Aleitamento Materno (DCAM) da (SBP) vem, nesta nota, informar aos pediatras sobre como atuar na amamentação diante de casos de mães que estejam com suspeita ou infectadas pelo COVID-19.

De acordo com um único estudo publicado no Lancet, foi pesquisado em pacientes com pneumonia causada pelo COVID-19, a presença do vírus no líquido amniótico,sangue do cordão umbilical, leite materno e swab da orofaringe do recém-nascido. Nestas amostras os resultados foram negativos. Portanto, até o momento não há documentação de transmissão vertical durante a gestação e nem no período neonatal, pela amamentação.

Por outro lado, o consenso chinês é contrário à evidência disponível, ao afirmar que existiria a possibilidade de transmissão vertical do COVID-19 e por isso, a amamentação deveria ser contraindicada, mesmo em casos apenas suspeitos, mas não apontaram nenhum caso de transmissão vertical.

Outras duas revisões, uma do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) norte-americano e outra do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG), de Londres , concluíram que caso a mãe queira manter o Aleitamento Materno, a mesma deverá ser esclarecida e estar de acordo com as medidas preventivas necessárias:
– Lavar as mãos antes de tocar no bebê na hora da mamada;
– Usar máscara facial durante a amamentação.

Arthur I. Eidelman, médico e editor chefe da Breastfeeding Medicine, contribui nessa mesma linha afirmando que: “Dada à realidade de que as mães infectadas pelo coronavírus provavelmente já colonizaram seus bebês, a amamentação continuada tem o potencial de transmitir anticorpos maternos protetores ao bebê através do leite materno. Portanto, a amamentação deve continuar com a mãe praticando cuidadosamente a lavagem das mãos e o uso de uma máscara durante a amamentação, para minimizar a exposição viral adicional ao bebê”.

No caso da mãe não se sentir à vontade para amamentar diretamente a criança, ela poderá extrair o seu leite manualmente ou usar bombas de extração láctea (com higiene adequada) e um cuidador saudável poderá oferecer o leite ao bebê por copinho,xícara ou colher (desde que esse cuidador conheça a técnica correta de uso desses utensílios).

Portanto, finalizamos dizendo que, em sintonia com o pronunciamento da <ahref=”https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/940-infeccao-pelo-coronavirus-sars-cov-2-em-obstetricia-enfrentando-o-desconhecido” rel=”noopener” target=”_blank”>FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetricia , o DCAM – SBP, até o momento, é favorável à manutenção da amamentação em mães portadoras do COVID-19 (se for o desejo das mesmas). As principais publicações nesse tema, até então indicam que, como em várias outras viroses, os benefícios da amamentação superam os riscos de transmissão do COVID-19.”

Fonte : SBP

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