Esta semana a hashtag #SalveBelParaMeninas ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil . Pra quem não tem ideia do que se trata, ela se refere à pré-adolescente Bel, que participa de vídeos no YouTube desde os 4 anos de idade (atualmente ela tem 13 anos) junto à família: principalmente da mãe Fran e da irmã mais nova, Nina, de 5 anos, nos canais “Bel” e “Fran Para Meninas”, que juntos somam 13 milhões de inscritos.

O assunto tomou conta da internet e levou à tona uma situação muito comum nos dias de hoje no Brasil , crianças que são expostas desde os 3,4,5 anos de idade através de canais no Youtube e fazendo vídeos e mais vídeos, sendo muitos destes, de conteúdo questionável ou no minimo inadequado para a sua idade. A questão complicadíssima é: muitos pais deixam. E, mais que isso, muitos pais extrapolam. E algumas crianças acabam superexpostas, viram provedoras aos 4 anos de idade e obrigadas a participarem de mais e mais vídeos para gerar likes e inscritos para o canal.

No caso “Bel para meninas” os internautas estão acusando os pais da garota e principalmente a mãe, Fran , de forçarem sua participações em vídeos , de constrangerem a menina e a exporem a situações perigosas.

Por exemplo, em um dos vídeos do canal Fran supostamente induz a filha a tomar bacalhau com leite. Na gravação, Bel informa que vai vomitar, mas a mãe segue sugerindo que ela beba o líquido. Por fim, a garota arrota e vomita, e Fran joga a bebida no cabelo dela.

Em outro vídeo , Fran pede para que os seguidores participem de uma enquete para escolher qual das mochilas Bel deve usar na escola, mesmo ela pedindo para usar o acessório do qual mais gostou, a mãe insiste que ela vai usar a que os internautas votarem, Bel , no vídeo se mostra claramente descontente e que não estava gostando da situação.

Em outra situação ela é jogada na piscina pela mãe, que ri. Bel fala: mas eu estava arrumada, eu estava de lacinho. A mãe dá gargalhadas.

Bem, por outro lado pode ser que Bel, ao contrário do que pensam os internautas que levantaram essas questões, goste de fazer esses vídeos. Mas isso significa que é bom para ela? Ou que é normal que ela passe por essas situações?

Diante disso, devemos averiguar o que consta nas nossas leis e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, é proibido que pais ou responsáveis submetam os menores a vexame ou constrangimento sob pena de seis meses a dois anos de detenção.

Também é crime expor a vida ou a saúde dos menores, privando-os de alimentação, cuidados indispensáveis ou sujeitando-os a trabalhos excessivos ou inadequados.

Em resumo, dependendo da maneira como os responsáveis conduzem as filmagens no YouTube ou em qualquer outra plataforma ou rede social, é preciso averiguar se as crianças não estão sendo obrigadas a participar de várias horas diárias de gravações, visando ganhos financeiros, o que poderia ser categorizado como trabalho infantil.

Por fim, deixo abaixo um vídeo para que cada um tire suas próprias conclusões,o vídeo é uma análise de especialista em linguagem corporal acerca de como a Bel reage às abordagens de sua mãe.

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