São pessoas como o Padre Júlio que precisamos para uma cidade mais humana.
Semana passada , indignado com o ato da prefeitura de São Paulo que colocou pedras embaixo de um viaduto para evitar que moradores de rua se instalassem, o padre foi de marreta em punho e com as próprias mãos começou a quebrar as pedras.

“Nós queremos flores, e não pedras. Nós queremos uma cidade humana, e não uma cidade empedernida e empedrada”, disse o padre.

O ato repercutiu de imediato na internet e logo depois a prefeitura retirou as pedras e se desculpou com a população.

Nós queremos flores, e não pedras

Desde então, as pessoas voltaram a se abrigar debaixo da obra viária. “Ver aquilo parecia a entrada de um campo de concentração. Foi um momento cansativo, difícil”, desabafou o pároco de 72 anos ao Metrópoles.

Padre Julio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, ajuda a população em situação de rua na capital há mais de 30 anos

No sábado (06), o padre Júlio organizou uma manifestação em que agrupou vários paulistanos a deixarem flores onde a prefeitura havia instalado várias pedras, a intenção destas pedras era uma só: impedir o acesso à população em situação de rua.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, a instalação das pedras foi feita sem o consentimento da gestão. “A implantação de pedras sob viadutos foi uma decisão isolada, não faz parte da política de zeladoria da gestão municipal, tanto é que foi imediatamente determinada a remoção.

Nas redes sociais, o sacerdote tem compartilhado fotos de obras parecidas contra a população em situação de rua em cidades pelo Brasil.

Confira o vídeo do ato de protesto liderado pelo Padre Lancelotti.

Em 2019, a Prefeitura realizou o censo da população em situação de rua e identificou 24.344 pessoas nessas condições. De acordo com os dados oficiais, 11.693 estão acolhidos na rede assistencial municipal e 12.651 vivem em situação de rua.

Fonte : Metropoles


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