Todas estamos sujeitas a enfrentar um pós-parto difícil. Seja porque o parto não atendeu nossas expectativas (ou virou cirurgia), seja porque o bebê chora muito e não dorme, seja porque temos complicações da episiotomia ou da cesária.

Não se sinta mal por não estar completamente feliz! Pelo contrário, se dê o direito de reclamar, desabafar, chorar – não com o bebê, claro. E tenha em mente que essa fase vai passar!

O pós-parto é um momento de instabilidade, especialmente para a mãe de primeira viagem.

Se o parto é um evento fisiológico, ser mãe e mulher são, cada vez mais, papéis sociais. Existe um ideal de mulher e de mãe – e, conscientemente ou não, ficamos chateadas quando não atingimos esses padrões. Todas desejamos ser uma mulher bonita, feliz, bem-sucedida. Sonhamos em ser uma mãe perfeita, que orienta e acolhe os filhos.

Só que o pós-parto é uma enxurrada de novidades e sensações que não estão sob o nosso controle. Seu corpo não é o mesmo. Sua rotina não é a mesma. Não há mais a gestante, nem a mulher de antes da gravidez. Sua identidade está em reconstrução. Tudo o que você sabe talvez não ajude a responder todas as novas perguntas e inquietações.

Por isso, as recém-mamães estão sujeitas a não saber o que fazer, e muitas ficam confusas e infelizes com a situação. A forma como o parto é conduzido também pode colaborar para a sensação de que algo se perdeu.

Planejar como será o pós-parto ajuda a mulher a definir um tempo para se adaptar à sua nova condição, descobrir seu bebê e se redescobrir.

1 – Preparar a pessoa que vai lhe auxiliar no cuidado com o bebê, para que essa pessoa tenha sensibilidade e não venha querer “tomar o lugar” da mãe – o que acontece com algumas avós.

2 – Procure se cercar de amigas, preferencialmente as que já têm filhos. Você tem o direito de pedir ajuda, de fazer perguntas (mesmo que lhe pareçam bobas), de reclamar e de chorar, se tiver vontade. Elas vão entender!

3 – Amamentar nem sempre é fácil, mas é sempre possível. Saiba que dar o seu leite é mais barato, mais prático e saudável para você e para seu filho. Por isso, não desista cedo! Não existe pouco leite, nem leite fraco, só é necessário encontrar um jeito confortável para você e para o bebê praticarem. Caso esteja difícil amamentar, não se culpe, nem ao bebê. Procure apoio especializado, de enfermeiras ou médico, ou do banco de leite da sua cidade. Não tenha vergonha de procurar ajuda!

4 – Converse com o seu companheiro e família sobre as visitas no pós-parto. Talvez, você queira uns dias de descanso antes de ver as vizinhas, parentes e colegas de trabalho. Também é seu direito não querer ver ninguém.

5 – Tenha paciência e peça colaboração dos filhos mais velhos. Dialogue durante a gestação, para que eles compreendam a situação da mãe e ajudem a manter a rotina e a ordem da casa. Faça com que se sintam importantes por participar do bem-estar da mãe e do bebê.

Quanto ao trabalho, o ideal é tirar licença por seis meses, para amamentação.

6 – Procure ajuda terapêutica. Se, mesmo levando em conta todas as questões peculiares ao pós-parto, você ainda sente que a fase de adaptação está difícil e, principalmente, se você percebe que seus sentimentos estão afetando sua relação com o bebê, busque ajuda de um terapeuta para identificar se é depressão pós-parto.

E, principalmente, mergulhe na maternidade! É gratificante se permitir ser renovada nessa experiência transformadora!

Fonte : Parto do Princípio

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