O senegalês Sadio Mané, do Liverpool, é um dos atletas de maior sucesso da atualidade, porém, não segue o padrão das principais estrelas do esporte e dispensa itens de luxo em nome da caridade.

“Por que eu teria dez Ferraris, vinte relógios de diamante e dois jatinhos? O que isso significaria para mim e para o mundo?”, questionou Mané, em entrevista dada ao Canal + Sport Afrique.

Essa atitude, aliada ao fato de ser jogador de futebol na principal Liga do mundo, dá sentido ao seu estilo de vida, o qual chega a chocar em comparação com outros jogadores que vivem como novos ricos.

“O mais importante para mim é ver o meu povo sair da pobreza e que as crianças que aí vivem não passem as necessidades que eu passei. Vendo-os felizes, também me sinto feliz.” diz ele.

Sadio já construiu escolas e hospitais na sua cidade natal no Senegal e frequentemente ajuda financeiramente as famílias da região.

“A educação é a chave. A escola vem em primeiro lugar. Talvez, se houvesse uma escola melhor quando eu era mais jovem, poderia ter estudado mais. Mas não foi o caso e eu estava na vila.” contou Mané após a inauguração de uma escola construída exclusivamente por ele.

Em um documentário lançado recentemente sobre a sua carreira ele contou como a falta de hospital na região trouxe muita tristeza a sua família :“Eu tinha sete anos, estávamos prestes a jogar no campo quando um primo se aproximou de mim e disse: ‘Sadio, seu pai faleceu’. Eu respondi: ‘Sério? Ele está brincando … ‘Eu realmente não conseguia entender. ”

“Antes de falecer, ele teve esse tipo de doença por semanas”, disse Mané ao Guardian. “Trouxemos para ele um remédio tradicional e isso o manteve calmo por três ou quatro meses. A doença voltou, mas desta vez o remédio não funcionou e como não havia hospital em Bambali, eles tiveram que levá-lo para a próxima aldeia para ver se podiam salvar sua vida. Mas não foi o caso.”

Ele diz que as circunstâncias da morte de seu pai são um dos principais motivos de sua filantropia na Província de Sédhiou, onde o Banco Mundial estima que quase 70% das famílias vivem na pobreza.

“Lembro que minha irmã também nasceu em casa porque não há hospital em nossa aldeia. Foi uma situação muito, muito triste para todos. Eu queria construir um para dar esperança às pessoas. ”comentou Sadio.

Sem dúvida nenhuma uma demonstração de solidariedade e empatia tremenda de Sadio pelo seu povo e por suas origens e mesmo podendo ter a vida de ostentação que outros companheiros de profissão tem, prefere ajudar outros que precisam.

Fonte : The Guardian


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