Duas irmãs gêmeas que foram separadas na maternidade foram unidas novamente em julho deste ano por uma família de Feira de Santana, que decidiu adotá-las: a assistente social Ana Cristina Almeida e o técnico de automação industrial Júlio Ramos.

Alice, nasceu com má formação da laringe e da traqueia e com apenas 27 dias de vida, foi encaminhada para o Hospital da Criança, em Feira. Com problema de saúde, Alice foi abandonada pela mãe, já Aline permaneceu com a família biológica.

Ana Cristina, que é assistente social e na época trabalhava na unidade de saúde, onde a pequena Alice estava internada, ficou sabendo da história e a partir dai criou-se uma linda afeição pela menina.

“Alice sempre foi uma criança muito apaixonante, muito querida por todos. Eu sempre falava dela para minha família. Na minha casa todo mundo já conhecia Alice, a gente já orava por ela antes de iniciar o processo de adoção. Quando ela chegou [em casa], sempre pareceu que ela era nossa”, destaca Ana Cristina ao portal G1.

A assistente social e o marido sabiam da existência da irmã gêmea da filha, mas não sabiam do paradeiro da criança.

“A gente já sabia que tinha Aline [uma das crianças], mas por ela ser saudável ela ficou com a família. Como eles [familiares] eram nômades a gente não sabia onde eles estavam. Quando concluímos a guarda provisória [de Alice] foi sinalizado, tanto pelo Conselho Tutelar quando pela Justiça, que se ela fosse encontrada e em situação em que precisasse ser institucionalizada, que a gente seria a primeira família a ser contatada porque o interesse da Justiça é manter as irmãs juntas”, conta Ana Cristina ao G1.

Se passaram 2 anos e a menina que estava com a família biológica também foi colocada para adoção.

Ao serem informados da situação, a família de Feira de Santana que já estava com uma das irmãs decidiu juntar as gêmeas na mesma família novamente.

“Foi bonito ver que mesmo esses dois anos de separação não quebrou esse laço que existia entre elas duas, de família, de sangue. Foi lindo, inexplicável. Nada que eu disser vai descrever o momento [do encontro]”, relembra Ana Cristina sobre o reencontro das irmãs.

“A gente, as vezes, acha que está fazendo um benefício para elas, quando na verdade o benefício é nosso. No começo, tivemos preocupação com relação a poder proporcionar a qualidade que elas precisam, todo pai quer dar melhor escola, melhor residência, o melhor ambiente familiar, mas a gente percebe, depois de um tempo, que as crianças precisam de presença, atenção. O que percebo hoje, que me faz feliz como pai, é sentir a segurança delas olhando para mim. Isso é fenomenal”, conclui Júlio ao G1.

Fonte adaptada : G1


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